Thursday, November 7, 2019

A Mãe, o Filho, e o Espírito Santo

   Dar `a luz é uma homenagem ao nascimento de Cristo, um convite a todas as mães e filhos para renovar a união mais perfeita, abnegada e humilde, a união de Cristo e Maria.
   Cada recém nascido é imaculado e novo, pertencendo inteiramente a Deus, sendo um projeto de Cristo. Ele/ela tem a oportunidade de dar sentido `a sua vida e salva-la do acaso. Somente os frutos do acaso nada devem. Mas  ser filho de Deus é responder a uma missão, se transcender.
   A maternidade de Maria é a redenção do acaso, a sagração do Filho pré destinado pela vontade divina.
   Tornar-se mãe significa assinar um contrato com Deus, respeitando o limite entre ter nosso filho e  entregá-lo, uma tarefa de amor e desapego. A maioria das mães infringe o contrato, ou monopolizando o filho e planejando seu papel no mundo, ou se tornando fatalista e até mesmo negligente. Mas no pacto entre mãe e Deus, o filho é de ambos.
   Maria é o maior exemplo da união paradoxal de um amor absoluto pelo ser mais querido e a capacidade de aceitar sua partida. Soube, nas mais terríveis circunstancias, o momento em que Ele foi só de Deus.
  Devemos diferenciar, a cada passo de nosso/a filho/a, até que ponto ele/ela está sendo insensato/a e até que ponto está inaugurando sua missão no mundo, quer dizer, quando afirmar nossa autoridade, e quando controlar nosso medo e deixa-los agir. Para que possam descobrir o seu Deus.
   A consagração da maternidade na figura de uma mulher pura, humilde e anônima, que foi simplesmente o veículo da vinda de seu filho ao mundo, não revela de imediato o Cristianismo como religião feminista. Mas ao lado de toda a humildade e resignação, Maria, de carne e osso, santificou o que chamamos de "destino". A presença paterna se divide por outro lado entre o pai social, São José, e o puro espírito que, criador, precisa do filho para tornar real o seu maior poder, o  de salvação.
  
O Cristianismo santifica a função mais natural da vida, dando a todas as mães e a todos os filhos  e filhas, o direito de se aparentar com Deus.

No comments:

Post a Comment