Tuesday, October 29, 2019

DisneysSense

Aqui vai a crítica que saiu com o nome “A Filosofia de Disney”, escrita pela jornalista americana Peggy Mac Donald- Demosthenous, sobre o livro que venho fazendo e ilustrando em torno de Walt Disney.
In Homage of Diane Disney Miller 
“Juntando-se aos grandes pensadores, que através dos séculos tentaram descobrir o sentido da vida, a filósofa Eleonora Duvivier analisa a esfera mística e metafísica através de um tema fora do comum: Disney.
Disneyssense foi precedido por seu outro livro “From Mars to Marceline- In Search of Disney” (De Marte`a Marceline- Em busca de Disney) que é uma mistura de fatos históricos relacionados a Disney, filosofia, e puro amor por Walt Disney, e o que ele criou.
Eleonora compara Walt a pensadores de grande influência, como Sócrates, e Kierkegaard. Para ela, ele identificou a esfera mística com a corporal, em novas formas de entretenimento, que incorporam nossos sentidos. As atrações revolucionárias que criou nos seus parques temáticos são as primeiras que dão aos espectadores a oportunidade de mergulhar nas estórias que elas desenrolam, e virar seus próprios atores.
“Disney plantou a semente do que, na arte contemporânea, se chama Interação Contemplativa , e que, referindo-se a obras de instalação, requerem a imersão do espectador dentro delas, para que se revelem, através da interação com ele, que ao mesmo tempo se torna agente”, ela diz, em Disneyssense. “A esfera mística, que considero a da comunicação entre realidades heterogêneas, é responsável por transformar esse espectador em quem dá validez ao brinquedo e portanto o recria, ao mesmo tempo em que se transforma em personagem, igualmente se recriando. Em relação `a transformação mística desse espectador, ele passa a ser a união de criatura e criador, assim como Walt, que através de Mickey, que também é ele e é quem ele cria, representa o amor e o laço entre criador e criatura.
O exame que Eleonora faz da arte de Disney combina rigorosa análise, com ousada adoração por Walt Disney e pela criação a que ele deu origem, que continua encantando os jovens e os jovens de alma, através do mundo. Às vezes, seu estilo etéreo é novo e único, como no seguinte trecho de Disneyssense:
“ Injetando personalidade, como foco principal de seu desenho animado, no personagem em volta do qual tudo gira, acima dos limites do que conhecemos por mundo físico que, no caso dessa animação, pode encolher e esticar superando suas próprias formas, ao se transformar em resposta `aquela personalidade, Walt injeta personalidade acima das leis da ciência, da lógica, ou da mera contingencia, como uma proclamação da alma sobre a matéria. Do mesmo modo, sua reinvenção do elemento fisico, enquanto movimento e visibilidade da fantasia, representa a ascendência da vida, sobre a realidade”.
Eleonora se apaixonou pelo mundo de Disney, quando ainda criança. Com seis anos, viveu com seus avós-enquanto seus pais estudavam arte na Europa- frequentando uma escola de freiras no Rio de Janeiro, que lhe foi traumática. A menina de então encontrou-se num impasse, diante das lições de religião, que enfatizavam a penitencia e o medo do inferno, como caminho para o Paraíso. Sentiu-se salva, pelo seu primeiro encontro com o desenho animado Disney, na tela do cinema.
“Dilacerada entre o o pânico do inferno e o medo de falhar com os princípios religiosos, eu fui, numa tarde abençoada, levada ao cinema, para ver A Bela Adormecida. Foi minha primeira vez, diante da grande tela. De repente, nascendo do escuro da sala, todas as cores do arco- íris apareceram na minha frente e me revelaram não só a beleza e magica do movimento de personagens fantásticos, desenhados e multicolores, como a vitória do Bem através do amor; o Final Feliz, aqui na terra. Desde então, passei a me sentir ou no inferno, ou no paraíso. O paraíso era o mundo de Disney. Fosse em figurinhas, ou no próprio desenho animado, a imagem de Aurora,  A Bela Adormecida, ficou comigo pra sempre, trazendo um  sentimento de alívio transcendente."
A caminho da universidade de Boston, para estudar filosofia, Eleonora fez sua primeira viagem a Walt Disney World. “Estar num contexo em que se pode “deixar rolar” é uma benção, e corresponde a um sentimento de redescoberta que é abandono, e ao mesmo tempo, reencontro.”
Amantes de Disney se relacionam com as emoções e idéias, que Eleonora articula com tanta eloquência, e acompanham suas reflexões poéticas on line
Eleonora estudou filosofia nos Estados Unidos, Inglaterra, e Brasil. Depois de alguns cursos a nível de pós graduação, ela deixou os estudos acadêmicos, para seguir seu interesse por Disney.
“Olhar Disney filosoficamente tem mais a ver com meu temperamento introspectivo, que naturalmente questiona a vida, do que com uma decisão a priori de faze-lo”, explica. “Essa visão amadureceu quando eu finalmente li as biografias de Walt Disney, assim como muitos outros livros sobre a animação Disney, e percebi a afinidade entre o temperamento de Walt, sua conduta e attitude diante da vida, com tudo a que deu origem.
Bem diferente das biografias de Walt Disney, Disneyssense procura capturar o seu espirito num nível metafísico. Com suas conclusões místicas, Eleonora corteja Disneyphilles de todos os lugares e idades.
De acordo com ela, eles se classificam nas seguintes categorias:
Disney historiadores, Disney aficionados, Disney “geeks”, Disneyans (aqueles que encontram suas raizes no mundo de Disney), Disneystatics (que conheceram a felicidade através de Disney) Disneykharmics (que têm compulsão de ir aos parques, como se os conhecessem de outras vidas) e Waltists (que pensam ser os únicos que realmente decifram Walt Disney).
Colocando o homem atrás de Mickey em cima de um pedestal, Disneyssense seguramente agrada a todos estes."


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